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Pré-eclâmpsia

Entenda a importância de prevenir a pré-eclâmpsia antes da gravidez.

Recentemente, a cantora Lexa, grávida de sua primeira filha, precisou ser internada devido a um quadro de pré-eclâmpsia. Infelizmente, sua bebê nasceu prematura e veio a óbito.

Nenhuma mãe deveria passar por isso. O sofrimento de perder um filho é imensurável, e essa história reforça a importância de conhecer os riscos da pré-eclâmpsia, uma condição que pode afetar tanto a mãe quanto o bebê. A intenção não é causar medo, mas sim trazer consciência e informação para que você possa se cuidar e buscar ajuda médica caso necessário.

A pré-eclâmpsia é uma resposta inflamatória sistêmica que piora a hipertensão arterial preexistente, podendo comprometer vários órgãos. Essa condição surge após a 20ª semana de gestacão e pode induzir o parto prematuro caso não seja tratada adequadamente. Seu estágio mais grave é a eclâmpsia, que pode causar convulsões e colocar a vida da mãe e do bebê em risco.

Sintomas de Pré-eclâmpsia

Como identificar a pré-eclâmpsia? Muitas mulheres não apresentam sintomas evidentes, o que torna essencial o acompanhamento médico regular. A partir do momento que a mulher descobre que está grávida, o primeiro passo é iniciar o pré-natal, no qual o ginecologista obstetra irá avaliar histórico familiar da mãe e pedir exames para avaliar sua saúde física.

Com alguns exames e avaliação médica já é possível analisar os sinais mais comuns, que incluem:

  • Pressão arterial igual ou superior a 140/90 mmHg;
  • Presença de proteína na urina (proteinúria);
  • Inchaço excessivo, especialmente nas mãos e no rosto;
  • Ganho de peso rápido e excessivo;
  • Dores de cabeça intensas;
  • Alterações na visão, como visão embaçada ou sensibilidade à luz.

Como você pode perceber, esses sintomas podem passar despercebidos ou serem confundidos com desconfortos comuns da gravidez. Por isso, o pré-natal é indispensável.

Causas da pré-eclâmpsia

A causa exata da pré-eclâmpsia ainda não é totalmente compreendida, mas está associada a problemas no desenvolvimento da placenta. Quando o tecido responsável por levar oxigênio e nutrientes ao bebê não se desenvolve corretamente, ocorre uma resposta inflamatória. Isso compromete os vasos sanguíneos, afetando órgãos como fígado, rins e cérebro.

Fatores de risco da pré-eclâmpsia

Algumas mulheres têm maior propensão a desenvolver a pré-eclâmpsia. Entre os principais fatores de risco estão:

  • Histórico de pré-eclâmpsia em gestações anteriores;
  • Gravidez múltipla;
  • Hipertensão crônica;
  • Doenças renais;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Idade acima de 35 anos;
  • Distúrbios autoimunes, como lúpus;
  • Longo intervalo entre uma gravidez e outra (10 anos ou mais).

Se você se encaixa em algum desses fatores, seu acompanhamento médico deve ser ainda mais rigoroso.

Diagnóstico da pré-eclâmpsia

O diagnóstico da pré-eclâmpsia é realizado por meio da aferição da pressão arterial, exames de urina e de sangue. Além disso, exames de imagem são feitos para avaliar a saúde do feto e determinar a melhor abordagem para o tratamento.

Tratamento para pré-eclâmpsia

Infelizmente, a pré-eclâmpsia só é totalmente resolvida com o parto, pois a placenta precisa ser removida. No entanto, o tratamento visa controlar a pressão arterial e garantir o amadurecimento do bebê para que ele possa nascer com segurança.

Quanto mais cedo a pré-eclâmpsia se manifesta, maior é o risco para a mãe e o bebê. Em casos graves, a indução do parto pode ser necessária antes do tempo ideal.

Complicações da pré-eclâmpsia

Se não for corretamente controlada, a pré-eclâmpsia pode causar:

  • Convulsões (eclâmpsia);
  • Insuficiência renal;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Restrição de crescimento fetal;
  • Parto prematuro.

A boa notícia é que muitas dessas complicações podem ser evitadas com a prevenção adequada.

Como prevenir a pré-eclâmpsia

Embora nem sempre seja possível evitar a pré-eclâmpsia, algumas medidas podem reduzir os riscos:

  • Manter um pré-natal rigoroso com consultas e exames frequentes;
  • Adotar uma alimentação equilibrada, evitando o excesso de sal e açúcar;
  • Hidratar-se bem, aumentando a ingestão de água;
  • Praticar atividades físicas regularmente, sob orientação médica;
  • Controlar o peso corporal antes e durante a gravidez;
  • Seguir as recomendações médicas, que podem incluir suplementação de cálcio e uso de ácido acetilsalicílico, conforme o caso.

Se você está planejando engravidar, aproveite este momento para cuidar da sua saúde e preparar o melhor ambiente para o desenvolvimento do seu bebê. Converse com seu médico e esteja sempre informada. Afinal, a prevenção é a melhor forma de garantir uma gravidez tranquila e segura!