Além da estética: combater a obesidade é uma questão de saúde

Em pessoas com obesidade, o emagrecimento deixa de ser estético e se torna uma necessidade de saúde, entenda a doença, seus riscos e formas de tratamento.

Cada vez mais pessoas estão entendendo que observar os sinais do próprio corpo e cuidar do percentual de gordura corporal é essencial para manter a saúde em equilíbrio.

É importante diferenciar o amor próprio da normalização da obesidade. Amar o próprio corpo não significa ignorar os riscos que o excesso de gordura pode causar. A obesidade, embora muitas vezes tratada como algo comum, é uma doença crônica reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode trazer sérias consequências à saúde.

Nos últimos tempos, temos visto um crescimento no número de influenciadores que adotam hábitos como a corrida e compartilham essa jornada nas redes sociais — e isso tem inspirado muita gente a fazer o mesmo. Mais do que uma tendência passageira, esse movimento reflete uma mudança de mentalidade. Promover um estilo de vida saudável nas redes é, sim, um dos impactos positivos dessa nova forma de influência.

O que é obesidade e por que ela preocupa?

O discurso que defende a manutenção da obesidade em nome da autoestima pode ser perigoso e mascarar problemas que vão muito além da saúde física. Sentir-se bem com o próprio corpo é fundamental, mas isso não deve ser um motivo para abandonar o cuidado com a alimentação e a prática regular de exercícios.

É fácil romantizar a obesidade enquanto se vive uma rotina sedentária e baseada em alimentos ultraprocessados. No entanto, o verdadeiro autocuidado envolve equilíbrio: amar o corpo, sim, mas também cuidar dele com escolhas que promovam bem-estar e qualidade de vida.

O diagnóstico da obesidade é feito por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é uma fórmula padrão utilizada globalmente. O IMC é obtido dividindo o peso da pessoa (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado. Quando esse índice é igual ou superior a 30, caracteriza-se obesidade.

Exemplo prático: uma pessoa com 93 kg e 1,75 m de altura. Calcula-se 1,75 x 1,75 = 3,0625. Depois, divide-se 93 por 3,0625, resultando em um IMC de 30,3 — indicando obesidade. Valores entre 25 e 29,9 são classificados como sobrepeso.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE, apontam que 21,8% dos homens e 29,5% das mulheres brasileiras convivem com a obesidade. Somando os casos de sobrepeso, mais de 60% da população adulta do país está acima do peso considerado saudável.

Segundo a World Obesity Federation, aproximadamente 770 milhões de pessoas no mundo vivem com obesidade.

Complicações associadas à obesidade

A obesidade está relacionada a uma série de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2, apneia do sono, distúrbios articulares, gota, refluxo gastroesofágico, cálculos biliares e até mesmo alguns tipos de câncer.

Além dos impactos físicos, a condição também pode contribuir para questões emocionais, incluindo depressão, ansiedade e baixa autoestima. Mulheres que engravidam com algum nível de obesidade tem mais chances de desenvolver doenças e até passar por uma pré-eclâmpsia.

Esse conjunto de consequências pode afetar significativamente a qualidade de vida e aumentar o risco de complicações graves à saúde.

A hipertensão, por exemplo, é responsável por mais de 1 milhão de atendimentos e internações por ano no SUS. Estima-se que cause 388 óbitos diários no Brasil. Já o diabetes pode provocar sérias complicações, como perda da visão, úlceras nos pés, amputações, doenças renais e problemas circulatórios.

Além da estética, emagrecer é questão de saúde

Quando se fala em emagrecimento, é comum que a motivação inicial esteja ligada à estética — afinal, sentir-se bem com o próprio corpo pode impactar diretamente na autoestima de homens e mulheres. No entanto, é fundamental lembrar que o principal motivo para buscar a perda de peso deve ser a saúde. Excesso de gordura corporal pode desencadear uma série de problemas sérios, como hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até alterações hormonais. A estética, nesse processo, é uma consequência natural de um corpo que funciona bem e está em equilíbrio.

Mais do que seguir padrões impostos, o ideal é aprender a escutar os sinais do corpo. Dores, cansaço excessivo, alterações no sono ou no humor, e até os resultados dos exames de sangue podem indicar que algo precisa ser ajustado. A mudança deve vir com consciência, sem exageros ou dietas extremas. O caminho mais seguro é adotar hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e cuidados com a saúde mental. Emagrecer com qualidade é um processo que respeita o tempo do corpo e prioriza o bem-estar como um todo.

Causas e abordagens terapêuticas

As origens da obesidade são variadas, mas fatores como alimentação inadequada, ingestão calórica excessiva e falta de atividade física estão entre os principais contribuintes. Distúrbios hormonais, como o hipotireoidismo, também podem influenciar no ganho de peso.

O controle e a prevenção da obesidade, inclusive, faz parte de um checklist pré-gravidez para mulheres que querem preparar o corpo para engravidar de forma saudável, uma vez que a obesidade pode causar dificuldade para engravidar. Isso envolve mudanças nos hábitos diários, como manter uma alimentação equilibrada, aumentar a ingestão de frutas e vegetais, e evitar o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura saturada e açúcares.

Existem alguns estudos na literatura científica que trazem a relação entre hormônio do crescimento e obesidade, sendo este um dos hormônios sintéticos que ajudam na perda de peso e na melhora da disposição física. A prática regular de atividades físicas é outro pilar fundamental que pode ajudar, inclusive, no ganho de massa muscular.

Em casos mais graves, o procedimento de cirurgia bariátrica pode ser indicado. Essa técnica, voltada à redução do estômago, tem se tornado cada vez mais segura e eficaz. O Brasil realiza cerca de 100 mil cirurgias bariátricas por ano, sendo um dos países líderes nesse tipo de intervenção.

No entanto, a cirurgia deve ser sempre acompanhada de suporte multiprofissional — com médicos, nutricionistas e psicólogos — para que os resultados sejam sustentáveis e saudáveis ao longo do tempo.

Além disso, há medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade. Eles podem atuar de diversas maneiras, como inibindo o apetite ou regulando o metabolismo.

A importância do acompanhamento médico

Cada pessoa reage de forma diferente ao tratamento da obesidade. Por isso, é essencial que qualquer abordagem seja conduzida com acompanhamento médico especializado, que irá personalizar a estratégia conforme as necessidades e o momento de vida do paciente.

Razão Social:
Drogas Fast Ltda.

Nome Fantasia:
Drogas Fast
CNPJ: 17.630.767/0001-05
Inscrição Municipal: 449.208/001-72
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