
O cortisol é conhecido como o “hormônio do estresse” que, secretado em níveis normais, funciona de forma saudável no corpo, sendo responsável por alertar o corpo que algo não está certo.
Há quem pense que o cortisol é um hormônio ruim só por causa da sua relação com o estresse. Porém, o que muitas pessoas não levam em consideração é a sua importância para funções importantes do copo como a regulação do metabolismo e a redução da inflamação. A redução ou aumento do cortisol se refere a uma resposta do corpo ao estresse.
Mulheres que estão tentando engravidar precisam ficar atendas aos efeitos do estresse na fertilidade feminina, pois sua elevação crônica pode resultar em diversos problemas para a saúde, inclusive na capacidade de engravidar.

O cortisol é um hormônio produzido por glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, em nosso corpo.
O aumento do cortisol pode acontecer por diferentes razões. Uma delas é a síndrome de Cushing, uma condição incomum que afeta pessoas que utilizam medicamentos esteroides contendo formas sintéticas de cortisol por períodos prolongados. Em casos ainda mais raros, o excesso de cortisol é produzido pelo próprio organismo devido à presença de um tumor no cérebro ou nas glândulas suprarrenais.
Diversos sinais podem indicar níveis elevados de cortisol. Confira 6 maneiras simples de saber se você tem altos níveis de cortisol:
Um dos indícios mais frequentes é o aumento de peso, principalmente na região do abdômen. O cortisol tem influência direta sobre o local onde o corpo armazena gordura e, quando está alto, favorece o acúmulo nessa área, causando dificuldade para emagrecer. Isso pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, embora variações hormonais interfiram na intensidade e distribuição.
Apesar do cortisol contribuir para o acúmulo de gordura abdominal, ele não é o único fator envolvido. Alimentação, hábitos diários, genética e outros desequilíbrios hormonais, como a resistência à insulina, também exercem influência. É preciso entender que o emagrecimento saudável vai além da estética, pois combater a obesidade é uma questão de saúde.
Outros sinais incluem acúmulo de gordura na parte de trás do pescoço e nos ombros, conhecido como “corcova de búfalo”, além de inchaço e arredondamento do rosto.
Mesmo sentindo cansaço constante, muitas pessoas com cortisol elevado apresentam dificuldade para dormir, evoluindo para um quadro de fadiga crônica. Normalmente, o cortisol segue um ritmo diário, atingindo seu pico nas primeiras horas da manhã e caindo gradualmente ao longo do dia. Quando esse ciclo é alterado, a qualidade do sono pode ser comprometida, por isso a higiene do sono é tão importante para a redução dos níveis de cortisol.
O cortisol também participa da regulação da pressão arterial e dos níveis de glicose. Se mantido alto por muito tempo, pode levar ao aumento da pressão e da glicemia, elevando o risco de hipertensão e diabetes.
Conhecido como o hormônio do estresse, o cortisol pode impactar neurotransmissores importantes, como serotonina e dopamina. Por isso, níveis elevados podem estar relacionados a ansiedade, alterações de humor, depressão e irritabilidade.
O excesso crônico de cortisol pode resultar em perda de massa muscular e diminuição da densidade dos ossos, aumentando o risco de osteoporose, sobretudo em mulheres após a menopausa.
Prestar atenção aos níveis de cortisol e buscar formas de ganhar massa muscular são as alternativas para evitar a redução da massa óssea.
Outros sintomas
Entre outros sinais, estão pele que se machuca com facilidade, surgimento de grandes estrias arroxeadas, diminuição da libido e dificuldades para engravidar.
Se você sente que está mais estressado que o normal e notou alguns destes sintomas, busque ajuda médica. Exercícios físicos, alimentação saudável e evitar situações de estresse extremo podem ajudar a baixar os níveis de cortisol.
Referência: https://www.sciencefocus.com/wellbeing/high-cortisol-levels
Escrito por: Darcicleia Oliveira, jornalista, redatora e social media.